Já decidiste que queres um ThinkPad. Depois vem a parte difícil: a Lenovo fabrica-os há décadas, por isso o mesmo nome tanto pode referir-se a máquinas de 13,3 polegadas que cabem ao lado de um prato como a estações de trabalho de 15,6 polegadas com quase três quilos.
O segredo está em ajustar a idade da máquina ao uso que lhe vais dar. Um ThinkPad com sete anos pode ser ótimo para explorar como hobby, mas frustrar se for o teu único portátil. E convém lembrar: o preço inicial não é o único custo a ter em conta.
Há quatro fatores que contam mesmo: quanto podes gastar, o desempenho que o teu trabalho exige, a facilidade de reparação e o impacto ambiental que evitas ao não comprares novo.
Recondicionado fica entre novo e usado: todos os portáteis na refurbed são verificados, limpos e restaurados por fornecedores certificados, e vendidos com garantia mínima de 12 meses. Também vale a pena explorar toda a gama de portáteis Lenovo assim que souberes o que procuras.
Começa por escolher a linha que melhor encaixa no teu tipo de uso.
Trabalho e estudo do dia a dia. O ThinkPad T14 aguenta um dia inteiro de trabalho e projetos leves sem esforço. Para a maioria das pessoas, é o ponto de partida certo.
Portátil sempre na mochila. O ThinkPad T14s com 1.230 g ou o ThinkPad X1 Carbon com 1.130 g fazem sentido quando cada grama conta nas deslocações.
Secretária pequena ou mesa partilhada. O ThinkPad X13 de 13,3" ocupa pouco espaço e continua a suportar monitores grandes, se for preciso.
Trabalhos 3D, CAD e vídeo. O ThinkPad P15 oferece 8 núcleos e um ecrã de 15,6", com 2.870 g.
Escrever à mão e apresentar. O ThinkPad X1 Yoga dobra-se por completo para poderes anotar desenhos com caneta. Também encontras outros convertíveis 2-em-1.
Orçamento apertado, mas queres produtividade a sério. O ThinkPad L14 mantém o teclado e as portas, mas corta noutros extras para ser mais acessível.
Para segundo portátil ou box Linux. Um modelo mais antigo como o ThinkPad T480 é a opção mais económica e permite upgrades com facilidade.
Uma nota sobre os núcleos dos processadores: não compares só pela quantidade. Nos chips Intel mais recentes, há uma mistura de núcleos rápidos e eficientes. Lê a velocidade do relógio ao lado do número de núcleos.
Quase toda a gente que procura um ThinkPad acaba por parar aqui. O motivo não é glamoroso: o T14 faz quase tudo bem, sem grandes falhas.
Serve quem trabalha remotamente, estudantes e até quem se pôs a programar à noite. Para quem usa Linux, é quase a escolha padrão.
Imagina o ritmo: videochamada às nove, folha de cálculo no comboio à hora de almoço, depois programação com 20 abas do navegador abertas à noite. O ThinkPad T14 G2 com AMD Ryzen 5 PRO 5650U conta com 6 núcleos a 2,30 GHz, o que ajuda a manter chamadas e abas abertas sem dramas.
Pesa 1.460 g, vem com ecrã IPS de 14" a 60 Hz e memória DDR4. As portas são um daqueles argumentos silenciosos dos modelos profissionais: 2 USB-C 3.0, 2 USB-A 3.0, HDMI 2.0, leitor de cartões e Ethernet Gigabit, o suficiente para ligar até periféricos mais antigos.
Se o usas sobretudo em secretária, compra este. Se o levas contigo todos os dias, os 1.460 g já se fazem sentir na mochila. Nesse caso, o ThinkPad T14s poupa-te 230 g, mas por um preço mais alto.
O peso só importa quando tens de o levar contigo. A partir daí, passa a ser um dos dados mais relevantes.
Vendas no terreno, consultores, equipas em hospitais e campus, estudantes em alojamentos partilhados, quem faz hot-desk três vezes por semana, toda esta gente sente a diferença.
Depois de alguns dias em transportes com um portátil ao ombro e horas de trabalho numa mesa de café, a diferença entre 1.130 g e 1.580 g deixa de ser apenas um número.
Se procuras um ecrã grande e, ainda assim, leve, o ThinkPad X1 Carbon G9 é o mais leve entre os 14 polegadas: 1.130 g e apenas 14,9 mm de espessura, com i5-1135G7, 4 núcleos a 2,40 GHz. O ThinkPad T14s G3 pesa 1.230 g e aposta em mais núcleos: Ryzen 5 PRO 6650U, 6 núcleos a 2,90 GHz, memória LPDDR5 e ecrã 1920 x 1200.
Quando o espaço na secretária conta mais do que o tamanho do ecrã, opta pelo ThinkPad X13 G2 de 13,3", com 1.270 g e i5-1145G7 a 2,60 GHz.
Os mais leves sacrificam portas: X1 Carbon e X13 oferecem 2 Thunderbolt 4, 2 USB-A 3.0 e HDMI 2.0, mas sem porta Ethernet. Aqui, uma docking station faz falta.
Dica para modelos compactos: a memória pode vir fixa de fábrica, por isso escolhe a configuração certa logo na compra. Consulta as specs de cada anúncio para saberes exatamente o que levas.
Se não andas todos os dias com o portátil, o ThinkPad T14 costuma compensar mais, e ainda consegues investir numa capa de portátil e num bom monitor.
Há trabalhos em que o que conta não é a espessura do portátil, mas o tempo que um render demora.
Estudantes de arquitetura e engenharia, freelancers de vídeo e 3D, analistas que treinam modelos localmente: esta gama é para vocês e, ao comprar recondicionado, fica finalmente mais acessível.
Podes ter um render a correr enquanto trabalhas, ou editar vídeo sem engasgos. O ThinkPad P15 G2 vem com i7-11850H, 8 núcleos a 2,50 GHz, contra 6 do T14 e 4 dos modelos ultraleves. O ecrã IPS de 15,6" integra teclado numérico, e as portas incluem 2 Thunderbolt 4 e HDMI 2.1, suficiente para ligar dois monitores externos a partir do portátil.
Atenção a um ponto: a configuração gráfica varia entre unidades, e só as specs do anúncio garantem o que aí vem. Se procuras GPU dedicada nos P-series, confirma essa linha antes de comprar, não vás só pelo nome do modelo.
Nota sobre o peso: são 2.870 g, quase o dobro do X1 Carbon, e também o maior salto de preço entre os modelos aqui apresentados. Se só precisas de multitasking fluido no dia a dia, o ThinkPad T14 pode chegar, e podes investir o que sobra num monitor.
Dois modelos bastante diferentes ocupam o fundo da faixa de preços, e confundi-los pode sair mais caro do que parece.
Um modelo antigo serve como segundo portátil. O ThinkPad T480 de 2018 traz um i5-8350U, 4 núcleos a 1,70 GHz, pesa 1.580 g e tem Thunderbolt 3, Ethernet Gigabit, ranhura para smartcard e leitor de cartões. É uma excelente escolha como máquina de apoio, box de autohosting ou para aprender Linux. Mas, como portátil principal para os próximos quatro anos, pede algumas cedências.
Um L-series recente já serve para uso principal. O ThinkPad L14 G3 já é de 2022, com i5-1235U, memória DDR5, ecrã 1920 x 1080 e apenas 1.390 g. Os 10 núcleos dividem-se entre 2 de desempenho, 1,30 GHz, e 8 de eficiência, 0,90 GHz. Por isso, há mais núcleos neste chip de entrada do que na workstation, mas isso não o torna mais rápido em cargas pesadas. Mantém teclado, Ethernet Gigabit e leitor de cartões, e poupa nos extras menos notados.
Resumindo: para uso pontual, compra antigo. Se vais depender dele todos os dias, estica o orçamento até à geração mais recente que conseguires. E, se não tens de ficar pela Lenovo, a gama mais ampla de portáteis também merece uma olhada.
Os ThinkPad tornaram-se uma referência para Linux quase por acaso. As empresas compravam estas máquinas em massa, os departamentos de IT documentaram tudo ao detalhe e, ao longo de 20 anos, formou-se uma comunidade enorme. Hoje, muitos modelos Lenovo já vêm oficialmente certificados para as principais distribuições.
Prefere modelos com alguns anos. Os drivers melhoram com o tempo, por isso máquinas com dois ou três anos tendem a dar menos dores de cabeça do que as mais recentes.
Confirma se o teu Linux suporta o Wi-Fi e o leitor de impressões digitais. Estes são os elementos mais sensíveis, e vêm discriminados na ficha técnica de cada anúncio.
Os modelos AMD dão-se bem com o gráfico open-source. O ThinkPad T14 G2 com Radeon e o ThinkPad T14s G3 com Radeon 660M são escolhas tranquilas.
Se vais instalar dois sistemas, escolhe um disco maior. Dois sistemas e dois conjuntos de ficheiros enchem um SSD pequeno num instante.
Qualquer modelo aqui corre Linux. A geração determina apenas quanto tempo precisas para o deixar afinado.
A bateria é o único componente que envelhece, por mais cuidado que alguém tenha tido. Se comprares a um particular, ficas um pouco à sorte: herdas as células que o outro já gastou. Em cada anúncio na refurbed, a condição é sempre indicada, e a saúde da bateria faz parte do controlo profissional antes de um portátil ser posto à venda. A página de condições do produto explica o que cobre cada grau.
É nas portas que os ThinkPad empresariais costumam levar vantagem sobre os modelos de consumo. O ThinkPad T14 G2 tem 2 USB-C 3.0, 2 USB-A 3.0, HDMI 2.0, Ethernet Gigabit e leitor de cartões. O ThinkPad L14 G3 também mantém Ethernet e leitor de cartões. Assim, os teus periféricos antigos continuam a funcionar e evitas gastos extra inesperados.
Depois, pensa no setup completo. Basta uma docking station para transformares um portátil de 14" num posto de trabalho com dois ecrãs e apenas um cabo a ligar tudo, e a refurbed até tem docks específicas para ThinkPad. Um monitor externo faz uma diferença enorme no conforto diário, e usar teclado e rato separados protege o teclado do portátil, importante se queres que dure mesmo anos.
Nestes portáteis, a reparabilidade vem do seu histórico: foram pensados para frotas empresariais, e a Lenovo publicou manuais de serviço e manteve peças durante anos. A maioria abre-se facilmente com ferramentas comuns.
O que isto significa na prática? Memória e armazenamento podem, em geral, ser atualizados, e peças gastas trocam-se sem drama. Mas a facilidade varia consoante o modelo e o ano, por isso verifica sempre a ficha técnica do que vais comprar.
É esta reparabilidade que torna o impacto ambiental realmente concreto. Quase toda a pegada de carbono de um portátil acontece antes do primeiro arranque, entre extração, fabrico e transporte. Por isso, o portátil mais ecológico costuma ser aquele que já existe.
Os números são claros: escolher um ThinkPad T480 recondicionado em vez de um novo poupa cerca de 375 kg de CO2 equivalente, tanto como 2.600 km de carro, 95.000 litros de água e 1,6 kg de resíduos eletrónicos. Em percentagem, isto representa menos 86% de CO2 e menos 87% de água consumida, segundo o Fraunhofer Institute.
Podes saber mais sobre a abordagem da refurbed à sustentabilidade na página sustentabilidade, e o processo de controlo está detalhado na página refurbed process.
Cinco formas de gastar demais, ou de comprar menos do que precisas.
Comprar pelo nome e não pela função. Um modelo antigo famoso não vale necessariamente mais do que um modelo recente menos conhecido. Decide o que tens mesmo de fazer com o portátil e procura a geração mais acessível que o faça bem.
Ignorar a geração. Ajusta o ano da máquina ao tipo de utilização. Um modelo de 2018 é excelente como segundo portátil, mas pode ser frustrante se for o único.
Achar que o preço de compra é tudo. Lembra-te de contar com dock, monitor e teclado para teres um setup funcional. Ignorar isso é um dos erros que mais desilusões traz.
Confiar só no nome do modelo. Um único nome pode esconder processadores, memórias e ecrãs muito diferentes, e o número de núcleos não se compara entre gerações. Vê sempre as specs de cada anúncio e consulta o grau de condições do produto para perceber o aspeto.
Comprar sem qualquer proteção. Em vendas entre particulares não tens garantia, descrição do estado nem devoluções. Uma password no firmware ou uma bateria gasta passam a ser problema teu, sem ninguém a quem recorrer. O site como funciona a refurbed mostra a alternativa, e devoluções explica tudo caso mudes de ideias.
Comprar sem qualquer proteção é um erro que vale mesmo a pena evitar, e há quatro motivos para isso.
Cada unidade é verificada e restaurada por especialistas antes de estar à venda, sempre por fornecedores aprovados pela refurbed. O processo está explicado na página refurbed process.
O grau de condição é indicado logo à partida. Premium, Excelente, Muito Bom e Bom descrevem o aspeto exterior, mas todos funcionam sem falhas. Podes ver o detalhe na página de condições do produto.
Garantia mínima de 12 meses incluída em todos os portáteis. Qualquer problema após a entrega transforma-se num pedido de garantia, não numa perda.
30 dias para devolução se não for o ideal. Se não for a escolha certa para ti, devolves sem complicações. Vê tudo na página de devoluções.
Compra pelo que realmente precisas de fazer, não pelo nome na tampa. Assim, o ThinkPad que levas para casa continua a ser o certo, e também o mais acessível.
Qual ThinkPad recondicionado recomendas para uso diário?
O ThinkPad T14. Aguenta um dia completo de trabalho, projetos pontuais e muitas abas abertas, e custa menos do que os modelos ultraleves. O T14 G2 tem 6 núcleos a 2,30 GHz e todas as portas úteis, incluindo HDMI 2.0 e Ethernet Gigabit.
Vale a pena comprar um ThinkPad recondicionado mais antigo?
Sim, para tarefas mais simples ou uso ocasional. Um modelo de 2018 como o ThinkPad T480 é excelente como segundo portátil, para trabalhos de casa ou Linux. Se o vais usar como portátil principal, aposta na geração mais recente que consigas pagar.
Como é a bateria num ThinkPad recondicionado?
A bateria é sempre testada e o estado vem indicado antes da compra. A inspeção profissional inclui a saúde da bateria, e a página do anúncio diz-te como vai ser enviada. Num negócio entre particulares não tens essa garantia, por isso quem compra por aí costuma contar logo com a troca.
Posso correr Linux num ThinkPad recondicionado?
Sim. Muitos ThinkPad profissionais da Lenovo já recebem certificação das principais distribuições, e a comunidade conhece-os de ponta a ponta. Dá preferência a modelos com alguns anos e reconfirma se a tua distro suporta o chip Wi-Fi.
Dá para fazer upgrade à memória ou armazenamento?
Muitas vezes sim, embora dependa do modelo e da geração. Existem manuais para quase todos os ThinkPad, e geralmente abrem-se com ferramentas comuns. Atenção: alguns modelos compactos têm a memória soldada de fábrica, confirma nas specs antes de planeares upgrades.
E se não gostar do portátil?
Tens 30 dias para o devolver, sempre com garantia mínima de 12 meses incluída. A página de devoluções explica todo o processo, e condições do produto detalha cada grau de aspeto.
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